28 SEP 2026 · Neste episódio de Killer Women With Piers Morgan, Piers Morgan viaja até a Bedford Hills Correctional Facility, em Nova York, para a primeira entrevista televisionada em 14 anos de Sheila Davalloo, uma mulher que ele descreveu como "a mais perigosa que já conheci". Para o mundo exterior, Sheila era uma executiva atraente e bem-sucedida da indústria farmacêutica, com uma carreira promissora na Purdue Pharma. Mas por trás dessa fachada impecável escondia-se uma assassina fria e calculista, capaz de violência extrema numa escala horrível.
A história começa com um triângulo amoroso mortal. Sheila envolveu-se em um caso extraconjugal com seu colega de trabalho Nelson Sessler, que também estava se relacionando com Anna Lisa Raymundo, outra funcionária da mesma empresa. Quando Nelson decidiu se comprometer com Anna Lisa, Sheila, consumida pelo ciúme e pela obsessão, passou semanas perseguindo a rival, até que em novembro de 2002, invadiu seu condomínio em Stamford, Connecticut, e a espancou e esfaqueou até a morte, desferindo quase 20 golpes. Depois, voltou ao trabalho como se nada tivesse acontecido.
O que ninguém sabia era que Sheila também planejava matar o próprio marido, Paul Christos, para ficar livre para Nelson. Em março de 2003, ela convenceu Paul a participar de um "jogo sexual" onde ele seria algemado e vendado. Durante o jogo, ela o esfaqueou duas vezes no peito. Depois, ao levá-lo ao hospital, atacou-o novamente no estacionamento, quase acertando seu coração. Paul sobreviveu após uma cirurgia cardíaca de emergência.
Foi esse ataque que desvendou tudo. Quando a detetive Alison Carpentier investigou o caso, notou que a última ligação de Sheila foi para alguém chamado "Nelson". Ao visitar o endereço, uma vizinha perguntou: "Você está aqui sobre o assassinato?" A detetive respondeu que não, que o marido não havia morrido. A vizinha corrigiu: "Não, ELA morreu." A detetive reconheceu imediatamente a voz de Sheila na ligação anônima para o 911 que reportou o assassinato de Anna Lisa.
Mas a prova definitiva só veio anos depois, com avanços na tecnologia de DNA: uma gota de sangue no manípulo da pia do banheiro de Anna Lisa pertencia a Sheila. Ela havia se cortado durante a luta e tentado limpar o local. Em 2012, Sheila foi condenada pelo assassinato de Anna Lisa Raymundo e sentenciada a 50 anos, que cumprirá após terminar a pena de 25 anos pelo ataque ao marido. Sua sentença total termina em 2079.
Na entrevista, Sheila insiste em sua inocência, afirmando que "as evidências não são a verdade" e que o DNA foi resultado de contaminação. Ela diz a Piers: "As pessoas simplesmente não me conhecem." Piers, no entanto, não se deixa enganar. Ele a confronta com cada mentira, cada contradição, e a descreve como uma mentirosa em série e psicopata. A entrevista é um mergulho arrepiante na mente de uma mulher que, mesmo confrontada com provas irrefutáveis, se recusa a admitir o que fez.